Mesmo à distância, criminoso atuava no tráfico de drogas no litoral do Paraná, conforme a polícia.
Márcio Padilha da Silva Costa, conhecido como "Bebezão", de 45 anos, foi preso na madrugada desta quinta-feira (18), em Vila Velha, no Espírito Santo.
Ele constava na lista dos 216 foragidos mais procurados do Brasil, voltada à localização de criminosos cuja prisão é estratégica para o combate às organizações criminosas no país.
Cada estado pode indicar até oito nomes de criminosos procurados que se encaixam nos critérios de risco do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Costa era um dos seis criminosos que integram a lista do Paraná.
Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), o criminoso atua no tráfico de drogas no litoral do Paraná. Contra ele, havia três mandados de prisão em aberto expedidos pela Justiça paranaense pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, porte de arma de uso restrito, tráfico de drogas e associação para o tráfico.
As investigações da polícia apontaram que Costa estava vivendo no Espírito Santo, usando documentos falsos para dificultar a localização.
"Verificamos ainda que, mesmo na condição de foragido, Bebezão continuava atuando no tráfico de drogas na região litorânea do Paraná, utilizando integrantes da organização criminosa para manter a operacionalização das atividades ilícitas à distância", detalhou o delegado Victor Loureiro Mattar Assad.
Ainda conforme o delegado, Costa tinha uma "posição de destaque" dentro da facção, lidando com grandes movimentações financeiras, mas também atuando diretamente em crimes violentos, como homicídios e atentados, para que a organização criminosa tivesse dominância do narcotráfico no litoral paranaense.
"[O interesse pelo litoral é] para que pudesse ter uma preponderância e privilégio maior no Porto de Paranaguá, assim como em outros locais da região litorânea, para que ele pudesse escoar a maior quantidade de drogas possíveis para outros locais do mundo, especialmente Europa", explica o delegado.
A redação não localizou a defesa de Marcio Padilha da Silva Costa até a última atualização desta reportagem.
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Fonte: g1