Vice-prefeito: Eugênio Willers 1989/1992 (Prefeito: Laci Dionísio Giehl)
Eugênio Willers foi mais do que um homem de sua época. Foi raiz. Foi força. Foi exemplo.
Nascido em 25 de dezembro de 1937, no distrito de Caibaté, em São Luiz Gonzaga (RS), carregava consigo, desde o primeiro dia, a essência de quem veio para construir - com trabalho, com coragem e com dignidade. Filho de Aloisio e Verônica Willers, cresceu aprendendo que a vida se faz com esforço, honestidade e compromisso com o outro.
Em 1960, uniu sua vida à de dona Valesca Maria Jank, formando uma família que se tornaria seu maior alicerce. Dessa união nasceram Hilário Jacó, Leane Maria, Lizete, Neuza e Darci — filhos criados com valores firmes, guiados pelo exemplo de um pai presente, trabalhador e íntegro.
Um recomeço, uma história construída
Em meados de 1966, Eugênio tomou uma decisão que mudaria o destino de sua família: mudou-se para Missal. Ali, em uma terra ainda em formação, começou a escrever uma história que se confundiria com a própria construção do município.
A vida, no entanto, também trouxe dor. Em 1982, perdeu sua esposa, Valesca - uma partida que deixou marcas profundas. Mas, com a mesma força que sempre o definiu, seguiu em frente. Mais tarde, refez sua vida ao lado de Verti Leoni Dewes, com quem teve mais dois filhos, Fernando e Fábio, ampliando ainda mais sua família e seu legado.
Um homem de trabalho e visão
Na década de 1990, fundou o Supermercado Willers, consolidando sua atuação também no comércio. Mas Eugênio nunca foi apenas um empresário.
Era líder por essência.
Era daqueles que não esperavam - faziam acontecer.
Sempre envolvido com a comunidade, dedicou anos de sua vida à educação, presidindo associações de pais e contribuindo diretamente para a manutenção de escolas.
Na vida social e religiosa, deixou sua marca como presidente do Clube 19 de Março e da Igreja local, sempre atuando com espírito coletivo e compromisso genuíno.
Um de seus gestos mais simbólicos foi a doação de uma área de terra para a construção do CTG Porteira Nova, do qual se tornou sócio fundador patrimonial. Um ato que traduz quem ele era: alguém que pensava no futuro, na cultura, nas pessoas.
Em reconhecimento, seu nome passou a batizar o Centro Cultural Eugênio Willers - uma homenagem que eterniza sua contribuição à história de Missal.
Liderança que transforma
Eugênio foi um dos grandes nomes na luta pela emancipação de Missal. Sua atuação política não veio por vaidade, mas por propósito.
Eleito vice-prefeito para a gestão de 1989 a 1992, exerceu o cargo com responsabilidade e profundo respeito pela população. Sua gestão foi marcada pela defesa da dignidade das famílias, pela escuta das necessidades reais do povo e pela busca constante por melhorias.
Defendeu convênios e trabalhou para fortalecer a produção local, sempre com um objetivo claro: garantir que as famílias pudessem viver com qualidade e permanecer em sua terra com dignidade.
Um legado de valores
Eugênio não foi apenas um gestor. Foi um homem de princípios.
Solidário, firme, justo. De palavra. De atitude.
Alguém que não media esforços quando o assunto era ajudar, construir, melhorar.
A despedida e a permanência
No dia 16 de novembro, aos 78 anos, Eugênio Willers partiu, em decorrência de complicações de uma doença. Naquele momento, Missal não perdia apenas um líder - perdia uma referência.
Pai do então vice-prefeito Hilário Jacó Willers, seu legado já seguia vivo também na trajetória do filho, refletindo os valores que sempre defendeu.
Mas a verdade é que Eugênio não partiu por completo, porque homens como ele não desaparecem, eles permanecem.
Permanecem nas conquistas da cidade. Permanecem nas instituições que ajudaram a construir. Permanecem nas famílias que tocaram. Permanecem nas memórias que seguem vivas.
Para sempre lembrado
Eugênio Willers foi daqueles homens que deixam marcas profundas, não apenas no que fizeram, mas em quem foram.
Um homem que construiu com as próprias mãos. Que liderou com o coração. Que viveu com propósito.
E por isso, jamais será esquecido.
Seu legado permanece vivo em cada gesto, em cada história, em cada canto de Missal.
Fonte: Portal Missal - (Por Neusa Willers Novak)