Fenômeno cruzará partes da Europa, Groenlândia e norte da Rússia, mas brasileiros terão de esperar por outra oportunidade para acompanhar um eclipse solar
Um dos fenômenos astronômicos mais aguardados do ano ocorrerá em 12 de agosto, quando um eclipse solar total poderá ser observado por milhões de pessoas em regiões da Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Espanha e Portugal. A proximidade da data tem despertado a curiosidade de brasileiros, mas a resposta para quem pretende acompanhar o espetáculo é desanimadora: o eclipse não será visível do Brasil.
O alinhamento entre Sol, Lua e Terra fará com que a Lua bloqueie completamente a luz solar apenas em uma estreita faixa do Hemisfério Norte. Fora dessa região, o fenômeno será visto de forma parcial em áreas do norte dos Estados Unidos, Canadá, grande parte da Europa e do noroeste da África. O território brasileiro, no entanto, ficará completamente fora da área de observação.
Por que o eclipse não será visto no Brasil?
A visibilidade de um eclipse solar depende da posição da sombra projetada pela Lua sobre a Terra. Como essa sombra passará exclusivamente pelo Hemisfério Norte, nenhum ponto do Brasil estará dentro da faixa de totalidade nem da área de eclipse parcial.
Na Espanha, por exemplo, o evento será ainda mais raro porque ocorrerá ao entardecer. Os observadores poderão acompanhar a Lua encobrindo totalmente o Sol antes de vê-lo se pôr no horizonte em formato de fino crescente.
Segundo a Nasa, um eclipse solar total acontece quando a Lua passa exatamente entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz da estrela por alguns minutos. Já quem estiver fora da faixa de totalidade verá apenas um eclipse parcial, no qual parte do disco solar permanece visível.
Mesmo sem poder acompanhar o fenômeno deste ano, os brasileiros terão novas oportunidades de observar eclipses nos próximos anos. Especialistas destacam que, sempre que um eclipse solar puder ser visto de uma determinada região, a observação deve ser feita apenas com óculos certificados pela norma internacional ISO 12312-2 ou por métodos indiretos, já que olhar diretamente para o Sol pode causar danos permanentes à retina, conforme alertam a NASA e a Sociedade Astronômica Americana.
Fonte: O Globo