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Após tragédia, moradora de Missal cobra autoridades para repatriar filha e netas do Líbano

Postada em: 20/05/2026 Atualizada em: 20/05/2026 14:32:13 Número de visualizações 1123 visualizações
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Após tragédia, moradora de Missal cobra autoridades para repatriar filha e netas do Líbano

Moradora de Missal, no Oeste do Paraná, Madalena de Carvalho vive dias de angústia e incerteza enquanto busca a intervenção do governo brasileiro para trazer de volta a filha, Samantha de Carvalho Reda, de 33 anos, e as três netas, que atualmente vivem em Beirute, no Líbano, região marcada por intensos conflitos e bombardeios.


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De Missal, sem ver a filha há cerca de 18 anos, Madalena acompanha a distância o drama da família e tenta chamar a atenção do Ministério das Relações Exteriores e do Consulado do Brasil para viabilizar, com urgência, a repatriação segura de suas familiares.


A história ganhou contornos trágicos após a confirmação de que o marido de Samantha morreu durante um ataque enquanto estava dentro de um carro.


Samantha, que é natural de São Miguel do Iguaçu e vive no Líbano há quase duas décadas, enviou recentemente um áudio à mãe relatando que está fisicamente bem com as filhas, mas abalada pela perda.


“É difícil perder uma pessoa tão valiosa em sua vida”, disse em trecho da mensagem, repassada por Madalena à equipe de reportagem.


A paranaense se mudou ainda jovem para o Oriente Médio, filha de pai libanês, e construiu sua vida em Beirute, onde constituiu família. Nos últimos meses, no entanto, a rotina foi interrompida pela guerra. A residência onde viviam foi atingida por bombardeios e ficou em ruínas, obrigando a mãe e as crianças a se deslocarem em busca de abrigo.


Segundo relatos, informações sobre um suposto cessar-fogo levaram moradores a retomar as atividades nas ruas, mas os ataques continuaram em seguida.


Agora, viúva e com três filhas, de 13, 10 e 6 anos, Samantha tenta retornar ao Brasil para recomeçar a vida ao lado da mãe, no município missalense.


Do interior do Paraná, Madalena reforça a urgência de uma ação diplomática e afirma não ter comunicações constantes sobre as condições de sobrevivência da filha e das netas.


“Faz 18 anos que não vejo minha filha. Não sei como elas estão vivendo, se têm comida, se estão seguras. Eu só quero trazê-las de volta para casa”, desabafa a mãe.


Sem um posicionamento efetivo e ações práticas das autoridades até o momento, a família decidiu expor o caso na imprensa com o objetivo de que o Itamaraty e os órgãos consulares tomem conhecimento da gravidade e atuem rapidamente para efetuar o resgate oficial das brasileiras.

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Fonte: Com Correio do Lago

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